Terça-feira, Janeiro 15, 2008

Adiante

Exactamente quatro anos depois do primeiro post (ainda em 1ª série), este é o último do Vela Latina. Foram muitos desabafos, exortações e convencimentos, agora parte do passado e a que não voltarei. Um novo projecto blogosférico, de outra natureza e com outra roupagem, estará disponível dentro de alguns meses, ao sabor de uns outros sonhos e realidades. Ficará, desta barca, apenas um filtro de ementas e roteiros, agora que me despeço deste cansaço dos pequenos caprichos da coisa diária.
Àqueles com quem fui precipitado, indelicado, injusto, dirijo a homenagem por tão bem terem desprezado o meu atrevimento e, assim, o terem tratado conveniente e merecidamente.
A todos quantos me inspiraram, génios e idiotas, amigos e vermes, vizinhos e desconhecidos, estendo o passadiço para esta última voltinha, só em torno do cais e por um café quente, ao som do vento e fugindo da chuva que nos arrefece. Brindo a esta comunidade de confissões, a este mundo pequeno de vontades expostas, a este cosmos doméstico, de bolso, íntimo. Saúdo os companheiros de causas, os fiéis leitores, os que deixaram breves recados, crédulos pedidos, ofensas várias na caixa de correio ali em cima, pelos 4 longos anos desta divertida ginástica. Saúde!

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Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Sou eu que estou a delirar, ou?

Anteontem o Secretário de Estado explicou com perfeita clareza a vantagem dos pensionistas em receber o seu aumento em prestações e o quanto o Governo tinha levado em consideração os interesses dos mesmos pensionistas, garantindo aumentos futuros de maior valia. Ora, ou sou eu que estou a delirar, ou, acabando com a medida que o Secretário de Estado tão bem explicara, o Ministro Vieira da Silva primeiro e o Primeiro-ministro depois prejudicaram os pensionistas - retiraram-lhes os tais ganhos futuros e defraudaram-nos na medida inversa da bondade da paciente explicação do Secretário de Estado.

Ontem, no debate da AR, Sócrates respondeu à argumentação do PCP contra a ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa, apoiando-se na incoerência da posição dos comunistas, já que não é admissível que para o aborto tenham defendido a ratificação parlamentar e lutem, agora, pelo o referendo. Ora, ou sou eu que estou a delirar, ou a incoerência do PS é exactamente equivalente - antes lutando pelo referendo e agora pela ratificação parlamentar. E porque é que os jornalistas não confrontaram o PM com esta enorme gaffe?

Hoje, no final do conselho de Ministros, ao mesmo tempo que anunciava a construção do novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, Sócrates explicou que quando o ministro Mário Lino disse “a Sul do Tejo, jamais!”, não estava a falar por si, mas antes citava a posição de peritos ambientais. Ora, ou sou eu que estou a delirar, ou o ministro Mário Lino também disse que a margem Sul era um deserto* e que nessas condições não deveria ser ali construído o novo aeroporto. Ou será que o Ministro estava, também nessa altura, a citar peritos?

Hoje, com o anúncio da decisão, Sócrates explicou que ela era provisória, já que falta um fundamental estudo de impacto ambiental (EIA). Explicou, também, os méritos do Governo pela suspensão da decisão anterior, para fazer novos estudos. Ora, ou sou eu que estou a delirar, ou a lição isto tudo deveria ser: não anunciar nada, não tomar posição nenhuma enquanto todos os estudos não estiverem concluídos. Se o EIA disser que Alcochete comporta impactos ambientais inadmissíveis, volta tudo atrás? E qual seria, nessa situação, o mérito do anúncio de hoje?

* -   “O que eu acho faraónico é fazer o aeroporto na Margem Sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis, e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar.”

Mário Lino, 23 de Maio de 2007

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Domingo, Janeiro 6, 2008

Obama, Hillary & Huckabee

Aproveito a boleia do Vladimiro e deixo o meu lamento. Infelizmente, receio que nem Obama nem Clinton sejam capazes de vencer Huckabee. Obama é o meu candidato favorito e, se Deus estiver atento, vencerá Hillary; o problema é ser tarefa ciclópica qualquer deles ultrapassar o conservadorismo americano, na hora definitiva. É minha opinião que a América não elegerá nem um negro, nem uma mulher (ainda para mais Hillary).

Contra a condição quase aristocrática, a presunção, a arrogância e o ar convencido de Hillary, Obama é detentor de uma simplicidade desarmante, de um discurso infalível, de uma oratória imaculada. Mas se Hillary enerva qualquer pai de família, Obama, apesar de perfeito exemplo do sonho americano - filho de emigrantes, membro de uma minoria - é dono de um nome impossível (Barak Hussein Obama). Esta é a sina dos democratas para as eleições de Novembro. Infelizmente, Huckabee presta-se a ser o 44º Presidente dos Estados Unidos, para desalento de quem sonha com uma mudança em terras do Tio Sam.
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Sexta-feira, Janeiro 4, 2008

Continuando a esclarecer

O próprio, assim como os outros leitores, farão o favor de aturar mais umas linhas sobre o assunto, porque não posso deixar de comentar o esclarecimento que o Abel escreveu no Notícias d’Aldeia, a propósito deste meu post. Chamem-lhe tréplica, eu não me importo.

Já me importo com a confusão causada. Admito-a porque várias pessoas se surpreenderam com o que disse e, no meio do meu complicado texto, não decifraram o que quis assinalar. E por isso devo ao Abel uma explicação. Também me importo com outras coisas entretanto ditas, que, tomando como estimável e pensada crítica, não deixarei de pôr em causa: é verdade que não sou contra os caçadores, nem contra as suas associações, é verdade que as acho estimáveis nos objectivos e concretizações que resultam em benefícios sociais para as populações e que, em particular, votei subsídios à associação que gere a caça no nosso concelho, a mesma que persiste na manutenção da actividade cinegética no Baixo Vouga contra a qual luto e lutarei; e é verdade que não vejo onde haja, aqui, qualquer evidência de duas caras, ou sequer de contradição. Explico ainda mais - sou militante do PSD e crítico de muitas opções e faltas de inteligência do meu partido, sou católico e crítico de muita da doutrina da Igreja, sou português e admirador da velhinha frase de Camilo: “Portugal é terra tão generosa que enriquece os estranhos e empobrece os seus para mostrar o pouco em que tem as suas riquezas”. E daí? É acaso a crítica uma garotice inaceitável? É acaso possível construir sem questionar, ajudar sem pôr em causa?

Até porque, desde o início, pública e particularmente lhe expliquei com clareza a minha posição sobre o assunto, a referência que o Abel faz ao facto de eu ter votado subsídios à associação e estar contra a caça no Baixo Vouga surpreende-me e deixa-me, no mínimo, triste. Pensei, até por aquilo que o Abel tem dito sobre o assunto, que a questão fosse pacífica e não pudesse influenciar em nada a eficácia, a justeza e a seriedade do que se tem procurado fazer pelo Baixo Vouga. Pelos vistos enganei-me.
Mas vamos, então, à minha explicação. Não insinuei coisíssima nenhuma, em lado nenhum escrevi que o Abel pertence ou deixa de pertencer a qualquer partido, de esquerda ou de direita. Limitei-me, isso sim, a assinalar que o argumento do Abel é rigorosamente o mesmo que, há uns anos, foi frequente ouvir da esquerda local a propósito de resultados eleitorais que favoreceram o PSD. Não quis colar o que é igual, porque basta ser igual para se perceber o que quis salientar. Se apontar essa semelhança é, para o Abel, um insulto, uma inaceitável insinuação sobre a sua seriedade e verticalidade, então devo-lhe uma desculpa, que aqui deixo lavrada.

E, já agora, peço-lhe que releve, do meu post, a crítica: todo o votante merece consideração, respeito e apreço na sua liberdade, no seu escrutínio e razão; dividir os eleitores em formados de um lado e ignaros do outro significa, para mim, considerar que existiria, no ideal, voto de qualidade para quem é, pretensamente, mais inteligente. Reconheço mérito na crítica que fez, tal como o Camilo e o Sr. Presidente da Junta, a quem governa o município e entendo as vossas razões - nenhuma crítica minha o Abel leu a essa razão - já não acho razoável o tipo de juízo de valor que faz sobre quem vota, porque adjectiva determinados eleitores numa base de desconsideração. É simplesmente essa a minha tese: se em democracia cada um de nós vale UM voto não há, no momento de votar, nem filósofos nem varredores, nem donos do mundo nem indigentes, nem informados nem distraídos - há votos iguais. A responsabilidade é, sim, de quem governa e, em relação a eles, pode o Abel criticar o que quiser, adjectivar quanto quiser, do pouco que conheço de si tenho uma certeza - sei que procurará sempre ser justo.

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Quinta-feira, Janeiro 3, 2008

Já cá faltava

Nada como o protesto contra injustiças e desigualdades merece o meu apoio. Este post do amigo Camilo Rego, as chamadas de atenção pertinentes do Sr. Presidente da Junta de Canelas, assim como a resposta atenta do Sr. Presidente da Câmara merecem o meu elogio. Compreendo-os, a todos, nas suas razões e desculpas, nos seus argumentos e contra-argumentos que fizeram da discussão uma porção elevada de matéria política (ao contrário do quem vem sendo costume na nossa terra). O facto de todas estas pessoas terem sido eleitas por listas da coligação PSD-CDS só torna tudo ainda mais interessante. E lá voltaremos, um destes dias.

Acontece que estava, todavia, à espreita um estafado argumento que pensei morar já longe. É a cereja em cima do bolo que regressa às discussões políticas em terras estarrejenses. Não foi, com toda a certeza, por arrogância, mas este post do amigo Abel Cunha trouxe novamente à liça o velhinho e infeliz argumento que, volta e meia, lá estraga tudo. Quando diz: “Tem o poder para tal porque esta gente de Canelas vota cegamente nas listas do PSD, sem atender a critérios de competência, qualificação, seriedade ou outros. Vota na sua ignara convicção no PSD porque ainda acredita que os comunistas lhes ficam com os tarecos(…)”, o Abel faz-nos tropeçar nas esquecidas três verdades absolutas mais rebuscadas e elevadas do discurso da esquerda cá da terra. Então vejamos: “esta gente vota cegamente” - podia ser povo, mas, para o efeito e por causa do partido, gente é mais propício ao fim a que se destina o comentário e, claro, gente cega, que não vê o que faz; em segundo lugar e necessariamente ao contrário de outra gente, vota de cruz, inconscientemente, porque não atende a “critérios de competência, qualificação, seriedade ou outros”; por fim e como verdadeira pièce de resistence, “vota (…) porque ainda acredita que os comunistas lhes ficam com os tarecos” - já cá faltava! em Canelas ainda se acredita que os malvados comem criancinhas ao pequeno-almoço.

Outrora (lembro-me bem das desculpas em Dezembro de 2001) era toda a gente das freguesias à excepção das inteligentes Beduído e Avanca quem, por causa da baixa escolaridade e da pouca urbanidade dava vitórias ao PSD. Esta é uma ideia repetida e falida também, a de considerar que, para além dos inteligentes que votam em consciência e elevação, há os burros, essa tal gente ignara, o vasto grupo dos ignorantes que (estranha democracia esta) até votam e dão vitórias! A seguir a esta lei de combate ao fumo devia haver uma outra para limpeza da burrice nos cadernos eleitorais - essa gente ignara dá cabo da democracia, senhores! Aliás, bem vistas as coisas, pelo menos desde Aljubarrota que vem dando cabo do país!
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Terça-feira, Janeiro 1, 2008

A Vida Nova

Escrevi aqui, há uns meses, sobre os prémios Nobel da literatura e cometi, pelo menos, um erro. A Naipaul e Coetzee, devo acrescentar Orhan Pamuk, o turco premiado em 2006. “A Vida Nova” foi a melhor prenda do meu Natal e a lição valeu a pena: só falta um dia gostar da Turquia, depois de a arrumar, durante tanto tempo, dos meus destinos possíveis.
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Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Prenda de Natal

A impressionante quantidade de coisas que se escrevem bem por esse mundo fora não deixaria adivinhar que, prestes a chegar ao Natal, Francisco José Viegas escrevesse n’A Origem das Espécies, o melhor post de 2008, sobre uma festa sexual de seis professoras e um motorista, no interior perdido da Argentina. Ou como um assunto normal se transforma, às mãos de quem sabe, num pretexto para pintar a paisagem, a solidão, o fim de mundo que se experimentou e na exaltação da heroicidade de quem, no meio da secura dos dias, procura ser feliz.

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Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Conselho ao viajante

Pois deseja-se ao viajante uma óptima estadia e, já agora, recomenda-se, junto ao Passeig de Gracia e bem perto da Pedrera de Gaudí, o belíssimo El Principal. E, para provar que somos generosos, não se deve perder, por ali, o Carpaccio de Ternera com mousse de cogumelos, ou um divinal Cabrito no forno, desossado e caramelizado. Até as sobremesas são incontornáveis, sobretudo o Ananás marinado com gengibre. Bom proveito!
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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

Liberdade a sério

Liberdade Individual, Mercado Livre, Paz e Governo Limitado!
Atenção, senhoras e senhores: o Vela latina tem profunda honra e satisfação em receber na sua elitista lista de links o blogue Ordem Livre. Pelo blog também se chega aos sítios da organização Ordem Livre e do Cato Institute, como não podia deixar de ser.
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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Velha Escola / nova Escola (com adenda)

O que menos me agrada na Carta Educativa de Estarreja é a sua inevitabilidade. É tão razoável como inevitável e, por isso, dispensa parte do nosso livre arbítrio. Dizem-nos, os tempos, como vamos ter que, obrigatoriamente, agir e isso não bate muito bem com a minha maneira de ser. Ser o ordenamento, o evoluir demográfico, o desenho rodoviário, a dizerem onde devemos ter as Escolas é estranho. Mas seria ainda mais estranho negarmos aos nossos filhos as melhores Escolas e essas não podem ser construídas como o Estado Novo fez há dezenas de anos atrás, quando as necessidades educativas eram impressionantemente diferentes, quando estradas e meios de transporte nada tinham a ver com o presente, quando recursos do Estado eram geridos de maneira distinta e perspectiva contrária. Uma Escola em cada lugar, em cada pequena aldeia, em cada bairro é uma realidade própria desse Estado fechado, de um saudosismo estranho, de um passado que não regressa.

A nova Escola recebe centenas de crianças para lhes poder oferecer as melhores condições físicas e de projecto educativo, verticaliza o ensino de modo a possibilitar o desenvolvimento de novas competências em idades mais precoces e mais dinâmica abrangência nas disciplinas, matérias e projectos inovadores. A nova Escola tem o seu espaço Internet, a sua sala de informática permanentemente ocupada, o seu ginásio em permanente utilização, a sua biblioteca como palco frequente de iniciativas novas e eventos culturais dinamizadores. A nova Escola tem um corpo docente de enorme abrangência e faz interagir professores de diferentes ciclos, crianças de diferentes idades, educando-as no respeito e na tolerância, na aceitação do próximo e da diferença. Por oposição à velha Escola, onde todas as crianças pertenciam ao mesmo lugar, viam as mesmas coisas, partilhavam a mesma realidade, observavam os mesmos preceitos e tinham os mesmos sonhos, a nova será a de diferentes horizontes, inovadoras perspectivas, melhores recursos e maior intercâmbio cultural. Mas será, também, uma Escola que, oferecendo mais recursos, custará, no médio prazo, menos a todos os contribuintes.

Existe um argumento de peso, que diz respeito ao esvaziamento das pequenas aldeias e lugares, à falta de perspectiva, ao empobrecimento das estruturas de serviço. Não comparável à necessidade da cobertura de assistência médica, é, mesmo assim, de uma importância fundamental para a compreensão da realidade desses lugares. É a consequência, o reverso da medalha de um progresso que leva 70% das crianças à Escola de carro, de uma percentagem ainda mais alta de Pais que se deslocam diariamente para centros maiores para trabalhar e que obedecem, por isso, a um paradigma de escolha do estabelecimento de ensino dos filhos completamente diferente daquele que se observava há poucos anos. E será a vontade dos Pais que fará a Carta Educativa caminhar pacificamente em direcção à concentração das Escolas. Como acontece actualmente em Avanca (fecho pacífico da Escola de Água Levada, futuro fecho da Escola da Bandeira, vontade mais do que clara dos Pais em levar as crianças para a Escola do Mato, mesmo antes dos próximos fechos). O processo, inevitável e sedutor, acabaria com as Escolas de Fermelã e Canelas mesmo antes de elas fecharem, se essa fosse a estratégia. Mas não é. O Município, através da Câmara e da Assembleia Municipal decidiu que esse caminho se faria com determinação e transparência - e decidiu bem, possibilitando um planeamento que se desenvolverá nos tempos mais próximos e libertando as estruturas dos pequenos edifícios escolares para novos e úteis fins (como já se verifica em Santiais) e que abrirá melhores perspectivas para as Colectividades que há tantos anos solicitam espaços onde desenvolver as suas actividades e para onde chamar a população. Quando deste processo começar a resultar uma geração de crianças melhor preparadas e instruídas e quando desta enorme mudança resultar um rejuvenescimento das actividades associativas das dezenas de instituições culturais e recreativas do Concelho, os mais cépticos assinalarão ainda outras perdas, com certeza das mais sérias e apreciáveis, mas mesmo aí permanecerá o registo poético e saudosista. Tenho, já, saudades daquela velha Escola, das antigas carteiras de madeira inclinadas, do soalho de taco corrido, do quadro de lousa preto, do campo de futebol de saibro, das árvores altas que subíamos e das brincadeiras com pedras e vidros. Mas nas velhas carteiras os computadores cairiam, o velho taco não permitiria o actual aquecimento, a lousa não receberia a projecção do slide show, o saibro não aguentaria as marcações nem os jogos de basquetebol, as brincadeiras permitidas são outras e os vidros não se podem atirar.

Adenda: atrasado na minha leitura de blogues, deixo este link para o essencial sobre a matéria, dito por FJV n’A Origem das Espécies - perder tanto tempo a discutir a fórmula de gestão da Escola, leva-nos a esquecer como ela está moribunda…

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